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Telemedicina e a inclusão digital dos idosos

A telemedicina tem sido uma ferramenta poderosa para garantir cobertura de saúde para o maior número de pessoas, especialmente em locais menos favorecidos. Chegamos a um nível aonde não há caminho de volta mas a questão é qual a maneira mais eficaz de proporcionar uma nova evolução cultural e tecnológica principalmente entre os idosos.


De acordo com os resultados da pesquisa feita pelo IBGE da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), que mostrou que pela primeira vez praticamente dois terços da população do país (69,8%) possuem conexão com a internet. O maior avanço aconteceu entre os idosos, aonde 2,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos passaram a acessar a internet pela primeira vez em 2017, porém todas as outras categorias de idade também tiveram crescimento no número de usuários se comparadas ao ano anterior. Mesmo que o IBGE não tenha investigado os motivos que levaram ao crescimento do número de usuários idosos, outras pesquisas apontam que esse público costuma entrar na internet para se relacionar nas redes sociais com amigos e familiares e, em alguns casos, costumam receber ajuda dos filhos e netos para acessar a internet. Com isso é necessário incentivo a inclusão digital de idosos. Segundo a médica Micaela Seemann Monteiro: “vivemos uma pandemia de doenças crônicas, como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, com um custo altíssimo para o sistema de saúde dos países. Temos que mudar o foco do cuidado episódico, que é reativo, centrado na doença, no hospital, na situação aguda. A saída é focar na saúde gerenciada, que é preventiva, proativa, personalizada. O atendimento digital consegue, simultaneamente, ser personalizado e aplicado em grande escala, mas precisa de dados, inteligência artificial, robótica, internet das coisas, ciências biológicas”.


Durante a pandemia, os atendimentos psiquiátricos se mostraram eficazes e quebraram alguns paradigmas. Existem diversos aspectos positivos na utilização da telemedicina: especialistas de grandes centros poderão ajudar médicos de cidades pequenas em casos de difícil diagnóstico – o que já é feito por hospitais de regiões centrais do país. Os pacientes com doenças crônicas serão favorecidos com o telemonitoramento, para serem motivados a seguir o tratamento à risca; e haverá a possibilidade de telereabilitação para os que os se submeteram a cirurgias. Porém, há dois pontos de maior relevância que não devem ser esquecidos: zelar pela segurança dos dados dos indivíduos e promover a inclusão digital dos idosos. Os que tinham maior conhecimento e acesso a tecnologia antes da pandemia se mostraram mais bem preparados para lidar com o isolamento e distanciamento social.

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